Não se pode adorar sem a Palavra – Jorge Euclides.

Jorge Euclides é um dos pregadores proeminentes desta geração na Igreja assembleia de Deus do Maculusso. Consagrado a evangelista o carismático jovem foi o pregador do concerto solidário realizado pelos Filhos do Ngana no centro de conferencia de Belas (CCB). Acompanhe a entrevista concedida a Revista Supremo pelo líder da congregação Presente de Deus pertencente a sede Maculusso.

Revista Supremo (R.S) : O que espera normalmente de um concerto?

Jorge Euclides (J.E) : penso que o objectivo é adorar a Deus e sensibilizar as pessoas participantes para uma causa e também levar as pessoas ao objectivo principal que é a palavra de Deus, pese embora que nessas actividades o tempo para a palavra é muito reduzido, mas é bom reunir as pessoas para entronizar a Deus.

R.S : Sugere que haja mais tempo para palavra?

J.E : Em encontros como estes a palavra devia ser o centro, porque não se começa a adorar sem o conhecimento da palavra. Jesus chamou atenção a isso no encontro com a mulher samaritana quando disse que vocês adoram o que não sabem. 

Paulo também chama atenção a isso entre os gregos quando  disse vocês tem altar, tem adoração, mas adoram a um Deus desconhecido. O centro tinha que ser a palavra, criam-se muita espectativa na adoração e quando se termina a actividade se nota que adoramos a quem não conhecemos. A palavra é a base da adoração, não se pode adorar sem a palavra.

R.S : Já tem ministrado em encontros como estes?

J.E : Sim!  Quanto aos filhos do Ngana não é a primeira vez que prego em eventos deles dessa natureza magnitude, mas vim para apoiar e trazer também o meu donativo, porque adorar também é ajudar alguém.

R.S : Qual a avaliação que faz sobre o papel social da igreja angolana?

J.E : Eu penso que a igreja devia fazer mais, ainda há muito que se podia fazer. A igreja decidiu se colocar numa posição de quem recebe, e quem está nessa condição nunca estará na posição de dar. Parece que nós igreja estamos preocupados em acumular ainda para depois começar a fazer, só que o evangelho de Jesus Cristo nos contraria porque Jesus não precisou acumular para mostrar o seu amor.

O pouco que tinha era o pouco que repartiu, então a igreja não tem que ter a mente de acumular tesouros para traçar planos para ajudar os pobres. A igreja não ajunta, a igreja tem reparte, tem reparte. Nos não somos um banco, nós somos os representantes de Deus na terra.

As igrejas têm, mas querem ter muito para fazer muito, não funciona assim. No reino se faz muito com pouco, sempre vivemos de milagres e isso não vai mudar.

R.S : Falou de milagres, o que falta para Angola viver uma grande manifestação da glória de Deus como outras nações?

J.E : A manifestação da gloria de Deus na nossa nação depende de duas vertentes. Primeiro da soberania de Deus, nós dependemos do propósito de Deus para a nossa nação. Segundo a consciência das pessoas que são usadas para a manifestação do propósito dessa soberania. Angola ainda tem um conceito muito dividido sobre o evangelho, isso impede de certa forma a manifestação da gloria de Deus pelo seguinte: Várias pessoas de lugares diferentes trouxeram o evangelho da sua forma para Angola e alguns ainda acham que o evangelho é um balsamo para a pessoa pobre, agoniada apenas. Nós ainda temos que pregar JESUS as pessoas.

As pessoas ainda têm que saber que elas são em Cristo Jesus, porque enquanto as pessoas não souberem vão estar sempre mendigando migalhas. Deus nos constituiu reis e sacerdotes, é esse trabalho que as igrejas deviam fazer de consciencializar as pessoas. Se há uma coisa que Deus fez e vale muito para a manifestação da sua gloria é esconder a nossa natureza Nele, nós nos encontramos quando lhe encontramos. É o que falta em Angola nós nos encontrarmos em Deus porque o mundo já espera a manifestação dos filhos de DEUS.

Entrevista: José Kundy

Fotos: Kelvin Cardoso

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