Relação sexual pode passar o seu DNA

Um estudo publicado no The American Journal of Medicine examinou os cérebros de 120 mulheres e  revelou que 21% delas, entre 41 e 71 anos, guardavam microquimerismo masculino no cérebro. Este microquimerismo estava presente em várias regiões do cérebro. Isso quer dizer que  21% das mulheres possuem células com DNA masculino “vivendo” em seus cérebros. Obviamente, os pesquisadores queriam saber de onde veio o DNA masculino e ficaram surpresos ao saber que não vieram dos seus genitores e nem de filhos homens gerados por elas. Ao aprofundar as pesquisas, os cientistas ficaram perplexos ao descobrir que elas “contraíram” o DNA macho através de relações sexuais. E, pasmem: todo homem com o qual a mulher entra em contato com os espermatozoides podem compartilhar com ela o seu DNA.

Em alguns cérebros autopsiados de idosas , o DNA masculino estava guardado ali há mais de 50 anos. Isso quer dizer que ele se torna parte da mulher e é de certa forma, impossível de se livrar dele.

O microquimerismo masculino era frequente em mulheres sem filhos. Além das gravidezes conhecidas, outras possíveis fontes de microquimerismo masculino incluem aborto espontâneo não diagnosticado, gêmeos masculinos não nascidos, um irmão mais velho transferido pela circulação materna ou relações sexuais. O microquimerismo masculino foi significativamente mais freqüente e os níveis foram maiores em mulheres com aborto induzido do que em mulheres com outras histórias de gravidezes.

Apesar da conclusão, os próprios pesquisadores advertem que ainda será necessário um aprofundamento maior nessa questão antes de confirmar o estudo. No entanto, o artigo foi aceito e publicado

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