Nunca foi para ter popularidade, sempre foi para comunicar Deus – Filhos do Ngana

Foi a música “Filhos do Ngana” escrita por Emanuel Coupaster que deu origem ao nome do grupo, tal era a popularidade que alcançou entre os apreciadores do grupo e não só.

Por: José Kundy

Encheram o Cine Atlântico no dia 16 de Setembro, juntaram crentes de várias denominações e trouxeram para o palco músicos com estilos inovadores e diferentes dentro do mundo Gospel.

Estamos a falar de um dos grupos mais irreverentes da actualidade no mundo da música evangélica, os Filhos do Ngana.

Começaram em 2014 quando Emanuel Cangundo “Coupastor” e Abel Salomão “Grace Zola” cantavam juntos em várias actividades cristas. A paixão pela musica se uniram outros membros a posterior se juntaram criando a banda.

Nossa conversa começou com Emanuel Coupastor, o mais velho do conjunto, membro do Ministério do Pentecostes, Congregação Sementes da Fé. Considerou que a criação do grupo foi um projecto arquitetado por Deus, o músico que não gosta de falar de sucesso preferiu logo no começo da conversa deixar claro que o que mais lhe motiva a cantar é em primeiro lugar uma promessa que fez a Deus quando esteve gravemente doente, um câncer benigno consumia-lhe os ossos do rosto.

Foi antes de passar pela cirurgia  que disse a Deus que “se eu voltasse a falar cantarei todos os dias louvores para ti Deus, não tem dia que eu não canto, confessou o músico. O maior objectivos é trazer alguém de volta para Deus, o importante mesmo é o reencontro entre o PAI e os filhos, queremos apresentar Deus a alguém.

Nesse último concerto acreditamos que Deus nos honraria. Tivemos muitas lutas, mas o resultado foi prazeroso.

Sobre o estado actual da música Gospel “Coupastor” diz que o país está a crescer, porque hoje se faz música com mais qualidade e para além disso estamos a falar nas músicas de coisas dos céus.

Hoje são cinco elementos, com quatro vocalistas e um baterista, Samuel Cavallih Macauto, Sílvio Lameira Pedro “ Silver-Star” Gregório Semedo Quipipa, Emanuel Vieira Cangundo”Coupastor” e Abel Zola Salomão”Grace”. 

Quanto a união entre os músicos, Couposte entende que “ Cristo nos uniu mas a sua missão nos separa, porque uns poderão ficar na cidade e outros ir as localidades por exemplo, mas queremos estar mais próximos um dos outros”, admitiu o músico.

Confessou que nos seus concertos sempre procuram dar oportunidade a novos talentos, dessa vez foi o caso de Emiliano Lázaro e Victor António, também foi a primeira vez que o grupo partilhou o palco com Solange de Nery. Convidamos também pessoas que poderiam trazer mais gente para o concerto, como o músico “Israel de Deus”.

 

Lamentou o facto de haverem poucos apoios e patrocínios aos concertos Gospel “ O evangelho precisa de dinheiro, a Igreja é a instituição que mais precisa de dinheiro na terra”, considerou. O sonho é fazer um dia uma actividade com todos os músicos com acontece no Congo por exemplo, se tivermos dinheiro faremos coisas com muito mais excelência e para muito mais gente. “Não tivemos grandes luzes e grandes aparato porque não tivemos dinheiro suficiente”.

Grace Zola é o líder do louvor da Igreja Metanoia, e um dos membros fundador dos Filhos do Ngana. Nosso diálogo teve início com o surgimento do grupo, Zola começou por dizer que o que mais lhe encantou na dupla que veio a formar depois o conjunto Filhos do Ngana não foi o talento de Coupastor apenas “amei o facto dele cantar a Bíblia”. 

E o que mais desejas quando cantas? 

Eu gosto da manifestação do poder de Deus, respondeu o cantor. O músico que começou a cantar com 10 anos de idade no coral da igreja no meio de todos adultos, revelou que JESUS é o seu segredo. “ELE está sempre connosco, nós não chamamos alguém que está presente para que venha, o que pedimos é apenas que ELE se manifeste”. 

Do concerto confessou que esteve apreensivo porque até antes do dia “D” apenas tínhamos vendido 400 ingressos, para o meu espanto no dia da actividade vendemos mais de 1000 ingresso na porta “isso é graça, não tem outra explicação, quem realiza concertos sabe disso”. 

O músico pensa que é preciso mudar de paradigmas quando as mensagens das canções “As nossas músicas são na sua maioria para um público já alcançado” disse Grace Zola que sente que se precisa escrever mais para que ainda não é cristão nas músicas.

Sobre a união entre os músicos Zola confessou que precisamos aprender que as nossas diferenças nos tornam nos tornam fortes, essa é a força dos Filhos do Ngana, reforçou. Uma das grandes evidencias de que há pouca união é o facto da maioria dos discos de música Gospel não ter participações de outros músicos disse o músico que é um dos vocalistas principais dos Filhos do Ngana.

Quando falamos de dinheiro, Grace lamentou “somos prejudicados financeiramente depois de cada concerto”, por isso ninguém aposta porque nós não fazemos por lucro, considerou. “Não é pelo dinheiro, nós queremos comunicar o que temos de Deus, nós trabalhamos por conta própria e muitas pessoas que prometeram ajuda depois nos abandonaram.”

“Há uma separação entre a velha e a nova geração de músicos, mas se estivermos juntos poderemos fazer muito mais eu creio. Precisamos velar menos pelos interesses pessoas”, admitiu o músico.

Os próximos passos do grupo serão concertos inter-municipais que começam já em Novembro deste ano de 2018 em Viana. Para o próximo ano revelou que o desejo do grupo é realizar um concerto no Centro de Conferencias de Belas ou na Cidadela Desportiva.

Grace Zola agradece o apoio incondicional de Deus, dos irmãos que se fizeram presentes no culto e falou com especial afecto de Guy Destino que sempre apoiou o grupo. 

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